Por mais que eu tente descrever aqui, é difícil realmente dizer o quão estressante é mudar de país. A maioria das pessoas, ao saber que estamos indo para os Estados Unidos, tem uma das duas reações: 1- fica excitada, diz que vai ser o máximo, que 'estamos saindo do Brasil na hora certa'; ou 2- fica arrasada, diz que vai morrer de saudades e pergunta quanto tempo ficaremos fora. E todas, sem exceção, perguntam: 'e as cachorras'?
'As cachorras' não descreve minhas filhas. :) Capitu é o sonho da minha infância! Desde que me entendo por gente, queria ter um cachorro. Mas minha mãe morre de medo, então, nunca tive. Quando casei, insisti com o Felipe que deveríamos arrumar um cãozinho, mas ele se recusava a ter cachorro em apartamento. Assim que começamos a procurar casa, arranjamos a Capitu: nós a trouxemos para casa com apenas 32 dias, uma bolinha marrom de pêlo. Dois meses depois, engravidei do Davi e neurotizei; não poderia mais dar atenção exclusiva à Capi, ela ficaria sentida e tal. Quis uma companhia para ela. Duas semanas antes do Davi nascer, meu primo Julio nos deu a Valentina de presente. E assim, antes mesmo de ser mãe, eu já era mãe de uma labradora chocolate chamada Capitu e uma buldogue francesa preta e branca chamada Valentina - ou melhor, Tininha, porque imediatamente a apelidamos. Por isso, quando começamos a pensar na mudança, começamos a pensar em como faríamos para levá-las, porque deixá-las para trás nunca foi uma possibilidade. Tudo se encaminhando direitinho e nós, agora pertinho da viagem, felizes em ver que, mesmo corrido, mesmo enlouquecidamente, seria 'tranquilo' levá-las. Aí então o Sr. Murphy resolve dar o ar de sua graça. Não é que as bichinhas apareceram com carrapatos? :/
O mais triste é que as crianças estavam há dias pedindo para dar banho na Capi e na Tina e nós adiando, querendo dar no sábado. Mas achamos que a Capitu parecia meio tristonha e fomos checar. Não deu outra: carrapatos! Aquele desespero, corrida para buscar remédio, marcar consulta com veterinário e eu e Felipe catando a pobrezinha (Tina só tinha um, sorte!). Felizmente, ela se recupera muito fácil e já está aqui pulando como uma perereca. Mas, olha, te falar: com zilhões de preocupações ainda ter que perder o sono tendo pesadelos com 'a doença de carrapato' foi puxado! :'(
Houston, dear, se por alguma inexplicável razão você não tiver carrapatos, te amarei para sempre! :)

Ainda bem q elas não são peludas!
ResponderExcluirEu amo a capítulo, mas vou morrer de saudade da Tininha!