quarta-feira, 17 de junho de 2015

VISTOS!

E dentre os muitos papéis e da burocracia sem fim, o que mais dá o frio na barriga é o visto. Mesmo com a empresa mandando dos EUA 34578342 documentos diferentes, justificando a ida do meu marido, dá aquela sensação de 'vai que não concedem?' Então, no final de semana, continuamos nossa saga para obter o visto.
Eu, Felipe e Davi, já temos visto de turismo - a Lara, nem este tinha. Desta vez, no entanto, pleiteávamos outro tipo de visto, o visto de trabalho. O visto principal é o do Felipe e o nosso fica atrelado ao dele. Ao contrário do visto de turismo, este tem um prazo menor - que varia, caso a caso - e requer o cumprimento de diferentes exigências. Enfim: domingo, uma da tarde, estávamos no Humaitá para tirarmos as fotos para os vistos. Um sol quente que não tornou a fila, do lado de fora, uma boa lembrança. Entramos, tiramos as fotos e fomos notificados que, no dia seguinte, na entrevista, deveríamos levar fotos, já que o sistema estava fora do ar e as fotos talvez não chegassem. Pensamos 'este consulado já está tempo demais no Brasil, só pode!' Inacreditável. Total sensação de perda de tempo e impotência. Seguimos direto para o shopping, tiramos as fotos e voltamos correndo - festinha dos dindos aqui em casa, outra hora conto com calma. Na segunda de manhã, eu e Felipe estávamos no consulado, para a entrevista. Felizmente, neste dia a presença das crianças não era necessária, o que nos deixou mais tranquilos. Chegamos um pouco mais cedo que a hora marcada, entramos na fila, entramos no consulado. E aí... chá de cadeira! Todas as pessoas que entraram conosco iam sendo atendidas e nós lá, esperando, esperando, esperando. Deduzimos que, talvez, o visto de trabalho fosse concedido/negado por apenas uma pessoa e por isso demorasse mais. Quando chegou a nossa vez, fomos encaminhados para uma fila comum, o que nos fez ver que a fila anda aleatoriamente e aleatoriamente esperamos muito mais que os demais. Ok. Entrevista. O vice-cônsul pega os papéis que a empresa enviou, os separa em diferentes partes, sai carimbando, perguntando cosias como 'há quanto tempo você trabalha para sua empresa, qual sua função?' para o Felipe. Abre um sorriso ao perguntar se as crianças estão animadas com a mudança (aparentemente, a curiosidade é geral!). Então, nos dá a primeira e já esperada facada: temos que pagar uma taxa extra de US$ 500, pelo visto do Felipe. Pelo que entendi, seria um 'cheque caução'. Caução de que, não faço a menor ideia. Pagamos, voltamos ao guichê. 'Desculpem, esqueci que vocês também tem pagar a taxa dos outros vistos. Mais US$300'. Claro que a esta altura eu já queria chorar e perguntava para o Felipe se teríamos reembolso desta bagatela (2500 dilmas, aproximadamente, para quem está de mudança, faz muuuuuuita falta!). Pagamos. O Felipe me olhou e disse 'eu realmente espero que não tenham nos feito pagar 800 dólares para negar o visto!'. Falou rindo, mas escondendo um sentimento 'um dia de fúria'. Eu sentia exatamente a mesma coisa. Voltamos ao guichê onde o simpático (não, não é deboche!) vice-cônsul checou novamente algumas coisas, digitou, digitou, digitou e disse 'pronto. Os quatro vistos estão aprovados. Boa sorte lá!' Tudo naquele sotaque americano que logo nos será bem familiar. :)
Saímos de lá aliviados. É aquilo do 'a gente sabe que vai dar certo, mas...' A previsão de entrega dos vistos é de dez dias, avisaram-nos no consulado. No entanto, no dia seguinte, à noite, todos os jornais noticiam que o tal 'sistema fora do ar' está atrasando a emissão de vistos, que podem demorar mais do que o previsto. Fuén, fuén, fuén. Definitivamente, alegria de pobre dura pouco! :p


PS: para quem está pretendendo tirar vistos para os EUA, no consulado que fica no Rio de Janeiro - é proibida a entrada de qualquer aparelho eletrônico, incluindo celulares. Ficam umas pessoas na porta e você paga 5 reais para eles guardarem seu celular - o preço é por aparelho. Mas não há a menor garantia, o consulado deixa claro que o serviço não é recomendado por eles. Deixamos os 2 aparelhos do Felipe e não tivemos problema. Ainda assim, vale a pena não levar o celular - ou deixar com um conhecido...

Nenhum comentário:

Postar um comentário